O grande segredo das boas relações sempre será o amor

Na terceira noite do evento, André Luiz Peixinho retratou sobre As Relações Familiares, Interpessoais e Políticas nestes Tempos de Transição. A mensagem casou perfeitamente com as palavras ditas por Elarrat, ontem, em relação à Intolerância na Contemporaneidade, já que o respeito, tolerância e união são requisitos essenciais em todos os tipos de relações.
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O Expositor André Luiz Peixinho é Presidente da Federação Espírita da Bahia e possui os títulos de Doutor em Educação, Mestre em Medicina, Filosofia e Psicologia. Ele ainda compartilha todo seu conhecimento como Escritor e Expositor em Eventos Espíritas. Inclusive, está lançando o livro As Bem-Aventuranças e Outras Belezas Espirituais, da Editora Intervidas. 

André Peixinho encantou os ouvintes com sua capacidade em tratar a ciência e espiritualidade de uma forma poética. Durante a palestra, embasado em estudos científicos, ele contextualizou o surgimento das relações, através das etapas da evolução da vida no planeta, até o momento em que é estabelecido a vida psíquica na Terra. Segundo ele, ao existir vida pensante, a comunicação foi desenvolvida e consequentemente as relações interpessoais.

“No meio da imensidão de seres de grandes portes e possibilidades de defesas, aparece um primata. Um primata que vai se diferenciar!  Que cria o polegar indicador, que consegue ficar bípede, que estrutura o neoencéfalo, e logo a seguir, cria o pensamento e faz a diferença. Esse estágio humano se caracteriza por uma autoconscientização – agora ele sabe que existe corporalmente e emocionalmente”, disse.

Todavia, com a origem da consciência, o ser humano também desenvolveu o egocentrismo, valorizando mais o “ter” do que o “ser”. Para restaurarmos a boa convivência em sociedade é necessário abandonar o desejo insano de poder e submissão para satisfação do ego e resgatar a prática do amor em sua forma genuína, na busca pelos semelhantes.

“ O grande passo da evolução, nesse momento é a egocentração. Quando chegamos na fase da agricultura, criamos a propriedade privada. Foi aí que começamos a estruturar a sociedade; que muito mais tarde seria chamada de Sociedade padrão modo Ter. Nela, é preciso possuir, é preciso controlar, é preciso dominar as coisas! E, evidentemente, quando se faz conceito de propriedade privada, se estabelece também o medo de perdê-la”.

Posteriormente, o palestrante conceituou o amor como algo natural de nossa existência e a necessidade de resgatá-lo: “A saga do espírito é manifestar a divina natureza que está nele e nas circunstâncias de possibilidade existenciais.  Foi assim que o amor começou, como uma espécie de ‘satisfaça-me’, faça a mim o que eu quero, e torne-se uma propriedade minha. Não pensemos que isso seja um atraso, pode ser para atualidade, mas para o Reino Animal, foi um tremendo avanço. Podemos escolher, cada vez mais, nossas companhias e interagir da melhor maneira possível”.

 De forma muito clara, Peixinho deixou a mensagem de que a evolução do indivíduo, depende de sua disposição para tal. Quando disposto, certamente conduzirá todas as relações com sabedoria e amor.
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Feedback dos participantes

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Os participantes do evento, tem dado um retorno positivo sobre a qualidade dos espaços diurnos e as palestras noturnas. Irailde Vieira da Silva, 81 anos, reside em Sergipe, e mesmo assim, participa da Semana desde a 47a edição. “Nossa função é sempre aprender e aqui temos a oportunidade de saber mais sobre como devemos viver sob a Doutrina Espírita. Cada palestrante, em sua maneira de informar, dá belos exemplos de trabalhos e ensinamentos. São todos ótimos! ”. 

 

 

Redação: Ingrith Oliveira
Fotos: Iuri Argolo

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